A rodada depois da folia quase nada mudou: o Vitória segue com a melhor campanha, sem jogar ainda um grande futebol, mas mostrando superioridade, porque ninguém pode lhe subtrair os méritos deste triunfo (3x1), sobre o sempre perigoso Fluminense, com Viáfara fazendo o seu centésimo jogo pelo time da Toca e Ramon Menezes se isolando na artilharia; o Bahia voltou a exibir muitas deficiências, foi pressionado quase todo jogo pelo xará feirense, mas acabou vencendo (1x0), com um gol do zagueiro Nen, que voltou ao time, mostrando ser realmente uma de suas armas mais seguras. Renato Gaúcho falou muita coisa certa depois da vitória acidental, só não concordo quando ele diz que o time esteve muito bem taticamente. Ganhou nem digo garra, mas pela qualidade de alguns jogadores, porque o time mais valente e aguerrido foi o Bahia de Feira, sem qualquer discussão.
O Conquista foi a Itabuna e ganhou por 1x0, com o time da casa mostrando que realmente entra em uma fase pouco fururosa depois daquele início de bons resultados. Camaçari e Madre de Deus empataram (2x2) e se equivalem na competição, o Atlético e o Colo Colo começam a reagir, porque pareciam caminhar firm,es para o rebaixamento.
Notícia bomba mesmo dessa ultima quinta-feira meio foi o convite que o presidente do Bahia, Marcelo Guimarães Filho, fez ao ex-diretor e conselheiro do Vitória, Sinval Vieira, para assumir o combalido futebol tricolor. Até as cinco da tarde, tudo se encaminhava para uma ceitação, mas quando a meia-noite chegou, tudo estava desfeito, porque Sinval resolveu não arriscar.
Meu achômetro disse o seguinte: Sinval é um cara competente, muito sério, honesto e respeitado em todos os segmentos, mas o Bahia voltava a demonstrar uma grande fragilidade de talento para descobrir um tricolor autêntico para o cargo. E esta síndrome rubro-negra que se instalou no grande campeão brasileiro, de uns tempos para cá, resulta na perda de identidade de uma marca cuja torcida foi sempre muito orgulhosa de bater no peito, mostrar as duas estrelas e gritar aos quatro ventos que nasceu para vencer – e não para imitar ou seguir, porque em sendo assim, como diz um velho ditado chinês, nunca deixará de ser o segundo.
Mas até nisso a situação quase não mudou depois do refresco (ou calor?) do Carnaval.
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